Líder entre microblogs, Twitter tem menos recursos que concorrentes

Só dá Twitter. Criado em março de 2006, o serviço de microblog teve 900% de crescimento em 2008, ganhou o “Oscar” da internet, tornou-se ferramenta oficial para a campanha presidencial dos EUA, ganhou a adesão de celebridades, entrou na mira de gigantes de internet e serviu de ferramenta de comunicação para um astronauta no espaço. A principal vantagem dessa ferramenta, no entanto, não está na quantidade de recursos oferecidos, mas sim no fato de ela ter atraído os internautas antes da concorrência.

A conquista de uma grande base de usuários é essencial para a popularização de redes sociais, como mostra o sucesso do Orkut no Brasil – estabelecidos por lá, muitos brasileiros resistem em migrar para outros sites de relacionamento. Quando esse movimento acontece, é geralmente motivado por amigos que já desbravaram os novos ambientes virtuais. O motivo é simples: de que adianta diversos recursos interessantes, tecnologia avançada e ferramentas interativas se o usuário está sozinho na nova rede?

O maior crescimento do Twitter no Brasil foi registrado em 2009: 225 mil internautas residenciais em janeiro, 334 mil em fevereiro, 677 mil em março e 999 mil em abril. Segundo Ibope Nielsen Online, o número mais recente equivale a 3% do total de usuários ativos da web doméstica. Em abril de 2008, eram 279 mil, ou 1,2% do total. No mês passado, o Facebook – com mais de 200 milhões de cadastros em todo o mundo -- foi acessado por 759 mil internautas do Brasil via computadores residenciais.

Twitter supera dois grandes jornais  dos EUA em abril

No mês de abril, o número de visitantes do Twitter ultrapassou dois grandes sites de jornais norte-americanos, o New York Times e o Wall Street Journal. De acordo com o Huffington Post, o microblog teve 19,4 milhões de acessos.

Ao mesmo tempo, segundo dados da Compete, o NYTimes.com ficou com 15,6 milhões e o WSJ.com chegou a 12,2 milhões de visualizações.

O Wall Street Journal já tinha sido ultrapassado pelo Twitter no mês passado, mas é a primeira vez que ele passa o New York Times. O sucesso do site no último mês é atribuído à disputa por seguidores entre Ashton Kutcher e a CNN, além de Oprah Winfrey, que ingressou no serviço, e também pela divulgação do microblog.

O que foi a chamada  crise das “pontocom”?

Em 1999, o vertiginoso crescimento da internet entusiasmou investidores. Todos apostavam que essa era a nova onda que jogaria por terra todas as demais. Na verdade perderam um pouco as medidas. Ávidos pelo retorno fácil, muito fundos de investimento e bancos apostaram milhões de dólares em planos de negócios pouco ou nada consistentes.

Companhias como Yahoo! E amazon.com chegaram a valer mais que empresas solidamente mais estabelecidas há anos no mercado, como General Motors e Wal-Mart.

Bastava um site se aventurar na Nasdaq, q bolsa de valores do mundo tecnológico, para que seus papeis dessem saltos assombrosos e fizessem de seus fundadores novos milionários de um dia para o outro.

Era natural que esse ciclo um dia se rompesse. Não que a internet não tenha sido uma revolução e não seja, hoje, verdadeiramente uma nova onda. Mas as apostas altas demais prejudicaram bancos e empresas que se endividaram para aplicar recursos em projetos na web, muitos dos quais sem a mínima condição de se manter pelas próprias pernas.

Hoje, o que sobrou foi um numero muito menor de companhias na rede mundial, porem mais solida e viáveis, e fundos do investimento muito mais criteriosos para escolher onde investir.

Passada a “Nuvem de fumaça”, vê-se um mercado em fraco crescimento e que trouxe eventos completamente inovadores aos mundos dos negócios, entretanto mais calcados na realidade e nas regras básicas da economia: geral receita suficiente para cobrir despesas e ainda garantir algum lucro.


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