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Orkut é a rede social  mais infectada da AL

De acordo com um estudo da empresa russa de antivírus Kaspersky, o Orkut é a rede social mais infectada por vírus e outras ameaças virtuais.

A pesquisa aponta que o principal meio de ataque ao Orkut é através de links colocados em scraps ou depoimentos. Ao clicar, o internauta instala, sem saber, um programa malicioso em seu micro.

Geralmente, os vírus são capazes de capturar a lista de contatos e se replicar usando o nome do usuário infectado. Outros conseguem baixar e instalar no micro um aplicativo que registra tudo o que for digitado na máquina. Em seguida, os dados são enviados para um hacker.

Além disso, o estudo revelou que o vírus Conficker continua sendo o mais comum nos micros latino-americanos no mês de junho. Ele é responsável por 31% das infecções. Em segundo, com 28%, vêm os chamados Cavalos de Tróia, capazes de abrir portas no sistema operacional para que hackers acessem a máquina, tudo sem que o internauta faça idéia do que está acontecendo.

Segundo a Kaspersky, os principais fatores para a disseminação do Conficker são a presença de cópias piratas do Windows, senhas fracas e falta de políticas de segurança nas empresas, além do comportamento dos usuários, que ainda clicam em e-mails e links suspeitos na web.

Líder entre microblogs, Twitter tem menos recursos que concorrentes

Só dá Twitter. Criado em março de 2006, o serviço de microblog teve 900% de crescimento em 2008, ganhou o “Oscar” da internet, tornou-se ferramenta oficial para a campanha presidencial dos EUA, ganhou a adesão de celebridades, entrou na mira de gigantes de internet e serviu de ferramenta de comunicação para um astronauta no espaço. A principal vantagem dessa ferramenta, no entanto, não está na quantidade de recursos oferecidos, mas sim no fato de ela ter atraído os internautas antes da concorrência.

A conquista de uma grande base de usuários é essencial para a popularização de redes sociais, como mostra o sucesso do Orkut no Brasil – estabelecidos por lá, muitos brasileiros resistem em migrar para outros sites de relacionamento. Quando esse movimento acontece, é geralmente motivado por amigos que já desbravaram os novos ambientes virtuais. O motivo é simples: de que adianta diversos recursos interessantes, tecnologia avançada e ferramentas interativas se o usuário está sozinho na nova rede?

O maior crescimento do Twitter no Brasil foi registrado em 2009: 225 mil internautas residenciais em janeiro, 334 mil em fevereiro, 677 mil em março e 999 mil em abril. Segundo Ibope Nielsen Online, o número mais recente equivale a 3% do total de usuários ativos da web doméstica. Em abril de 2008, eram 279 mil, ou 1,2% do total. No mês passado, o Facebook – com mais de 200 milhões de cadastros em todo o mundo -- foi acessado por 759 mil internautas do Brasil via computadores residenciais.

Spam: a culpa também pode ser sua

Os números comprovam: o spam ocupa uma faixa em torno de 80% dos emails trafegados na web. E se há uma eminente divulgação desses dados na imprensa, é porque o assunto vem preocupando cada vez mais. Recentemente, a McAfee publicou sua pesquisa sobre spam. A avaliação foi efetuada com 50 pessoas de dez países, que navegaram na web sem proteção durante 30 dias.

Na primeira experiência, os participantes receberam mais de 104 mil mensagens não solicitadas em um período de 30 dias, o que significa 2.096 mensagens para cada um ou o equivalente a 70 por dia. Nesse ranking, o Brasil ocupou o quarto lugar. Um dado um tanto quanto preocupante para um país que terá, muito em breve, a obrigatoriedade de trabalhar com as boas práticas na comunicação digital.

O Brasil está entre os cinco principais países emergentes que praticam spam com maior intensidade. Mas como a lição do aprendizado é quase decorrente de uma circunstância negativa, inclusive no meio digital, é fato que a situação só irá melhorar com a chegada da lei. Já foi aprovado pelo Senado o Projeto de Lei - PL21, com autoria do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que pune a prática de spam, com expectativa de entrar em vigor nos próximos 24 meses.

Porém, alguém acredita que a lei resolverá o problema sobre as mensagens não solicitadas? Com certeza amenizará, mas não resolverá. Se incentivarmos um trabalho educativo junto ao usuário na sua relação com o email marketing, acredito que o poder de resolver este impasse estará em suas mãos.

É fácil perceber que a culpa não é apenas de quem envia mensagens não solicitadas, mas também de quem interage com esses emails sem conhecer o remetente, pois só há oferta quando existe demanda.

Podemos fazer uma analogia simples. Pensemos na velha questão dos DVDs piratas. Eles só existem porque alguém compra, certo? Ou você acredita que o meliante vai ficar na esquina, embaixo do sol o dia todo, para se bronzear? O mesmo se dá com as mensagens não solicitadas. Só são enviadas porque são visualizadas e clicadas por alguém. É preciso entender que o fato de clicar em uma mensagem, cujo remetente você nunca ouviu falar, pode acarretar no desenvolvimento dessa praga.

É necessário que o próprio leitor perceba, em âmbito maior, a conseqüência de suas ações. A lei conscientizará, principalmente, empresas que enviam emails promocionais para bases de dados sem procedência, na intenção de vender produtos e fazem isso, muitas vezes, sem saber o quanto prejudicam a sua marca.

Diante deste cenário, assim como insistimos na aderência de uma posição ética pelas companhias, chegou a hora de chamar a atenção de quem fomenta essas práticas. Afinal, todos precisam fazer a sua parte e contribuir para um mundo (digital) melhor!

http://imasters.uol.com.br/artigo/12034/email_marketing/spam_a_culpa_tambem_pode_ser_sua/


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